Uma visão disruptora da hierarquia de decisões!

❓ Já ouviu falar de um campo da ciência chamado epigenética?

“A epigenética estuda as mudanças na expressão dos nossos genes que ocorrem devido a fatores externos, como alimentação, exercícios, stress e até mesmo as nossas relações sociais. Ou seja, as escolhas que fazemos na nossa vida podem ter um impacto duradouro sobre a forma como nossos genes trabalham.

O mais interessante é que essas mudanças epigenéticas podem ser transmitidas de uma geração para a outra, afetando a saúde e o bem-estar de nossos descendentes. Isso significa que, ao cuidarmos do nosso corpo e da nossa mente, estamos não só melhorando a nossa própria saúde, mas também a saúde de nossos filhos e netos.” (Professor DeRose, 2024).

Uma escolha que fazemos muitas vezes e de forma não consciente, e que tem uma interferência dramática na autoestima, é o paradigma de qual o papel do indivíduo na sociedade (autoestima é o suporte de qualquer gestão de conflitos).

???? Aprendemos que o indivíduo vale menos do que o grupo e deve sacrificar-se por ele, seja na forma de pátria, família, clube, empresa ou organização.

Esta sobreposição que implica uma repressão e sacrifício ao desejo da pessoa e uma expressão pessoal diminuída, molda um indivíduo mais conflituoso, com ele e com os outros, menos responsável e menos empoderado.

Se a pessoa aprende que deve, que tem de seguir as normativas do grupo senão é expulso, ela reprime-se, para se adaptar e sobreviver.
É uma educação repressora. É a que temos e estimula o fenómeno da contraempatia (falaremos dela brevemente).

A melhor contribuição cívica é uma pessoa leve, feliz e realizada.

Quando eu coloco mais poder no indivíduo e adopto uma abordagem de pedagogia, em que ele pode e deve errar (pois só assim aprendemos), pode e deve ter a sua expressão pessoal, pode não estar de acordo…ter mentalmente essa liberdade fomenta a responsabilidade, a emancipação, a autoestima e a evolução, e, a quantidade de conflitos.

Há uns anos, em conversa com um aluno empresário, relatou-me que quando uma das suas empresas faliu e foi ao banco para regularizar a situação, foi tratado como um fracassado. É um paradigma comum que retrata o que referi.

❓ O que posso fazer, então, para me colocar no centro das minhas decisões, aumentar a minha autoestima e gerir de forma elegante os conflitos?

1️⃣ Introjetar a ideia que temos direito a errar, a dizer não, a expressar as nossas opiniões, valores e desejos. A forma como pensamos e comunicamos permite-nos dizer qualquer coisa, desde que seja dita com diplomacia.
Identifique os medos de expressão pessoal. Sempre que se manifestar medo de dizer, fazer, agir, escolher.

2️⃣ Esforce-se por substituir esse medo por confiança. Aja por convicção e não por conveniência. Adopte decisões de acordo com aquilo que realmente quer.

3️⃣ Aumente os seus níveis de energia, treine comunicação e exposição e aprenda a estabilizar as emoções.
Emancipe-se, ninguém o fará por si!

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