Afinal, como se gerem eficientemente os conflitos?

Os conflitos têm por base interesses antagónicos, cada um dos egos puxa para o outro lado.
Esses conflitos não têm de ser físicos como uma disputa por um carro, ou uma casa, muitas vezes são uma afirmação pessoal para ter razão sobre determinado aspecto, ideia ou conceito. Outras vezes são conflitos de valor. Para um a honestidade é sagrada para o outro é algo flexível.

???? Gerir eficientemente um conflito, pelos padrões do Professor DeRose, é sem confronto.
Confronto manifesta-se nas típicas emoções densas, nos olhares de lado, etc. Sem confronto significa assumir a divergência com frontalidade, ou devo dizer, humanidade.

– Isso significa que podemos levar uma pessoa a tribunal, por divergência de opinião mas sem confronto pessoal?
– Sim.

✅ É o state-of-art da gestão de conflitos, ter muito claro que uma coisa é a pessoa em si, com todo o respeito que cada ser vivo nos deve, e outra, é o comportamento dela.
A diplomacia nasce deste princípio.
Deixo um link no primeiro comentário deste artigo, das cartas que Gandhi escreveu a Hitler.
Sempre me impressiono pela elegância e assertividade de Gandhi.

Recordando:
Se alguém passar por mim e empurrar o meu braço, e que isso me faça derrubar o café, a culpa do café ser derramado é da pessoa que me empurrou, a responsabilidade de haver café é minha. Poderia ser chá, água ou outra coisa qualquer. ♻

???? A primeira reflexão é que as personalidades são fruto de um processo de causa e efeito.
Penso que seja improvável que alguém, algum dia, tenha decidido: quero ser uma pessoa arrogante e impaciente com os outros.
Ou, querer ter tão fraca autoestima que não consiga falar em público; ou que não consiga abordar aquela pessoa que acho cativante.
Em realidade, o que somos é fruto do meio em que nascemos. E, apesar de sabermos isso, intelectualmente, na prática não corrigimos essa influência e deixamo-nos andar no piloto automático!

???? A segunda reflexão que complementa a primeira é que eu sou responsável por 50% de cada um dos meus relacionamentos. Se o outro é agressivo não significa que eu tenha de ser. Eu posso e devo, dar um contexto que permita a minha expressão e expansão pessoal.

❓ Está bem, Eduardo! E como faço isso?
A base é o artigo “O Mapa Mental da Resolução de Conflitos”, desta newsletter.
E, paralelamente, deve ser treinada a comunicação, para que consigamos influenciar positivamente os outros à nossa volta e a nós próprios.

❓ No que consiste esse treino de comunicação?
A teoria do treino é muito simples.
As pessoas e os animais comunicam através de contextos.
O contexto da comunicação é dado pela voz, onomatopeias, e principalmente pelo movimento do corpo ao comunicar.

Veja a experiência do virtuoso violinista, Joshua Bell, no metro de Washinton D.C..
Se der um contexto errado, as pessoas, na grande maioria, vão interpretar de forma errada.

É necessário que lidere com consciência e empoderamento aquilo que está para lá das palavras que profere.

Mais para a semana.

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