A grande ingenuidade que empobrece a sua capacidade de comunicação.

As dimensões da informação que transmitimos.

“Não admito que me diga isso…”
“Fulano chegou a dizer-me na cara que…”
“Não falas assim comigo…”
“Precisamos falar…”

Estas frases são-lhe familiares?
Provavelmente irá conseguir identificar em algum momento na sua vida frases semelhantes.

Elas demonstram uma fantasia comum que consiste em assumir que nós comunicamos principalmente com as palavras, quando na grande maioria das vezes é o contexto em que tais palavras são ditas que realmente dão qualidade à informação transmitida.

“Tudo pode ser dito, desde que seja bem dito. Nada pode ser dito se for mal dito”, esta frase do Professor DeRose retrata muito bem esta situação.

A comunicação é constituída por um conjunto de contextos que possibilitam o processamento e organização da informação pelo seu cérebro.
A informação que produzimos e que cria esses contextos, envolve principalmente o tom, inflexões e volume de voz; os cheiros, tipo de roupa que utilizamos; a distância física com que interagimos face ao interlocutor; os movimentos e a postura corporal; e finalmente o significado das palavras que proferimos.
Essa informação é depois permeada pelo filtro pessoal.

O filtro pessoal é influenciado pelo nível de energia, estabilidade emocional e mentalidade do indivíduo.
Quando estamos instáveis emocionalmente, com menos energia e/ou tendemos a reclamar muito, teremos muito mais probabilidade de interpretar a comunicação dos outros como hostil.
Alguém com muita falta de auto-estima pode chegar a ficar melindrado com um elogio, porque reage em defesa.

Este filtro pessoal é criado pelos comportamentos adquiridos no convívio com pais, amigos e grupos onde o indivíduo circula, por imitação.
Normalmente utilizamos o volume de voz, tipo de linguagem, de corporalidade, a reagir de forma semelhante aos nossos modelos, com as mesmas emoções, etc.
Quanto mais sofisticado é o indivíduo mais eficiente será a sua comunicação.

A fantasia de querer esclarecer e informar focando-se nas palavras, na prática torna-se uma ingenuidade que faz com que tentemos que o outro entenda o nosso ponto de vista através das palavras que proferimos.
Normalmente a estratégia falha porque sinaliza falta de empatia e de maturidade emocional.

Considerar que o tom de voz, a corporalidade, o olhar não importam, se eu disser as palavras certas é uma das grandes ingenuidades que vemos no dia-a-dia. Destrói os relacionamentos que são o mais valioso para qualquer organização e para qualquer pessoa.

Como fazer então para comunicar de forma mais eficiente?
Siga-nos no próximo artigo.

Eduardo Saldanha
Owner Escola DeRose Method em Lisboa, São Sebastião.

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