A comunicação que falta aos casais!

Este texto explora muito bem este conceito cuja atitude tem um impacto visceral na comunicação das pessoas.

“Boa parte dos princípios de boas maneiras pode ser fundamentada na teoria do espaço vital. Essa teoria explica que cada ser humano tem um espaço territorial em torno de si, que varia conforme a raça, o país e a educação de cada um. Como regra, quanto mais sensível e educada for a pessoa, maior o espaço vital que precisa.

A teoria do espaço vital foi descoberta quando um grupo de cientistas observou sem ser visto, diversos pares de pessoas deixados dentro de uma sala vazia com apenas duas cadeiras para sentarem-se. Deixados esperando o suposto início da experiência, os sujeitos sentavam-se e punham-se a conversar. Descobriu-se, então, por exemplo, que os britânicos sentavam-se a uma boa distância um do outro e conseguiam manter uma conversação amena durante horas. No entanto, os italianos colocavam as cadeiras tão próximas que seus joelhos quase se tocavam. Em pouco tempo estavam exaltados e discutindo agressivamente.

O espaço territorial de uma pessoa é aquele que ela se reserva o direito de usufruir e, dentro de cujas fronteiras, qualquer ser humano é persona non-grata. Eventualmente, abrem-se exceções para os amigos, parentes e entes queridos, desde que saibam seus limites e sejam comedidos nessa invasão concedida.
Mesmo uma pessoa amada, se permanecer muito tempo próxima demais vai gerar desconforto. Se essa proximidade é constante, surgem as brigas, que podem ser deflagradas por razões muito fúteis.

O grande problema é que quando as pessoas estão apaixonadas cismam de grudar uma na outra. Quando a outra também está passando por uma fase de loucura momentânea, concorda. Em pouco tempo começam os problemas. É a pasta de dentes que um gosta de apertar só na extremidade e o outro aperta desleixadamente no meio; é a garrafa da água que um quer que seja fechada e o outro não vê nada demais em deixar aberta; é o volume da música que um gosta mais alta e o outro aprecia bem baixa; é a maneira de tirar a roupa e pendurá-la ordenadamente para um ou largada pelo avesso e jogada de qualquer maneira, que o outro não consegue evitar…

Nenhuma dessas razões seria justificativa para discutir com a namorada em fase de encantamento. Mas qualquer uma delas bastaria para motivar um pedido de divórcio se ocorresse repetidamente dentro da sua casa, o lugar onde você quer as coisas do seu jeito.

Observe que muito do que se denomina etiqueta social é, nada mais, nada menos do que o estabelecimento formal de limites. Os choques culturais e étnicos ocorrem quando um indivíduo ou grupo de indivíduos de alguma maneira invade ou põe em risco a identidade cultural do outro.
Se você quiser preservar uma amizade ou um relacionamento afetivo, metabolize esta regra áurea: a única maneira de prender alguém é soltar; a melhor maneira de perder alguém é cercear sua liberdade ou invadir sua privacidade.”

Extraído do livro Método de Boas Maneiras do Professor DeRose.

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